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Jogalidades
Aparqa
a 2010-03-10 por abruk
Tereso disse:
Excelente artigo! É curioso, e corrijam-me se estiver enganado, mas nós boardgamers temos alguma relutância em jogar os "nossos" jogos com miúdos. Talvez ainda tenhamos medo de sermos confundidos... Passa-se o mesmo convosco?
10 Março 2010 - 00:21 espanhol disse:abruk disse:
Curiosamente jogo com miúdos com alguma frequência graças ao ATL Tour (http://jogoeu.wordpress.com/2009/07/27/oficina-de-jogos_atl-tour/) e acho que não me confundem... mas que sou um bocado associado ao "Carlos e os seus jogos", disso já não me livro, seja lá isso o que for!
Jogar com a minha filhota também vai acontecendo amiúde, é o meu legado! :D 10 Março 2010 - 07:44 Tereso disse:Arrebimbomalho disse:
Bom artigo Abruk, deixaste-me curioso com as lulas, lol
Eu tento espalhar o gosto por "tudo o que mexe", jogo com miúdos (meus filhos e filhos de outros), jovens, e adultos mais "maduros", e curiosamente tb sou visto como o "Marco e os seus jogos". No meu caso, acho que o alvo mais difícil de atingir é o sector dos adolescentes, provavelmente por não quererem ser confundidos com crianças :-) @Tereso e Espanhol - portem-se bem garotos, e não se magoem! 10 Março 2010 - 11:20 Rui Conde disse:
Acho q os adultos só n jogam jogos de tabuleiro pq durante mtos anos, n tiveram nada próprio para a sua idade. Tenho amigos c filhos(as) q jogam, no seio da familia c as crianças e a escolha é o inevitável Monopólio pq é o q conhecem, na medida q conhecem outras coisas, alguns, apresentam aos adultos q são visitas de suas casas. É um processo lento mas q eu já assisti algumas vezes nomeadamente c o Catan.
Concordo c o Arrebimbomalho, são os Teens q mais temem os jogos de tabuleiro por acharem q isso lhes tira "estilo e boa onda", o meu sobrinho (14 anos), é um «convertido» e tem alguma dificuldade em jogar c os amigos dele, acabando por jogar cmgo e amigos meus(em noites q n perturbe a sua vida de estudante). 10 Março 2010 - 11:39 tmgd disse:
Eu também ando sempre com o saco de jogos atrás e o pessoal comenta logo... mas eu não me importo com isso, se der para jogar excelente, se não der, tudo bem na mesma. O que é certo é que, quando apresento jogos a quem não está habituado a jogar, no final, ficam geralmente satisfeitos e com vontade de repetir a experiência.
10 Março 2010 - 13:25 vch disse:Hélio disse:
É com as crianças que a escolha de jogos se torna absolutamente fundamental. um jogo demasiado facil e eles depressa se fartam, um jogo demasiado dificil e depressa perdem o interesse. acho que receamos jogar c miudos por isto mesmo, eh dificil acertar com a receita certa.
10 Março 2010 - 17:42 BitOcas disse:
Parabéns pelo artigo. É daquelas coisas que há muito queremos falar e ficamos contentes por alguém tomar a iniciativa. Fico contente também por teres estado na conversa e ela ter servido os propósitos de quem lá esteve.
E, como uma conversa não se fecha nunca, cá vai a minha opinião sobre o seguimento da mesma nesta rúbrica. Eu costumo jogar muito com os mais novos, até porque uma das minhas actividades é a criação e dinamização de eventos lúdicos. Mas acho que se nos disponibilizamos para jogar com os miúdos eles estão sempre prontos. Tudo se torna mais fácil se formos ao seu encontro e jogarmos com eles os seus próprios jogos, fazendo uma aproximação aos seus níveis de compreensão e de ludicidade (Ajuda à navegação: o que é muito difícil é cansativo e o que é muito fácil é aborrecido). O que se passa normalmente é que os adultos tem dificuldade em aceitar a criança que está em cada um (homo ludos) e deixam de brincar ao faz de conta como se fosse um desvio à responsabilidade e à seriedade (como um pecado). Não esquecer que os miúdos são óptimos mestres-jogo no sentido em que estão constantemente a propor momentos lúdicos e, imaginação não lhes falta, mas a nossa tendência(adquirida culturalmente) é se tomar essas propostas como inferiores só porque nós entendemos mais alem do que o raciocínio limitado da criança. Mas se por outro lado aceitarmos as propostas que nos fazem logo temos a oportunidade de gerar um contexto lúdico de dois mestres jogo a descobrirem e definirem as regras para a actividade a explorar. Quero dizer que se não aceitamos essa fase de ainda indefinição do jogo não estaremos aptos a jogar de forma inter-geracional e que se por outro lado passamos por essa fase que chamo de fábrica de jogos, cimentamos a confiança mútua e a aceitação por parte da criança (e do adulto também) das regras estáveis de jogos concretos ou de situações do dia a dia em que as regras são fundamentais. Resumidamente aceitar regras ainda por definir ajuda a aceitar regras já definidas. Se só apresentamos os jogos e situações como definidas não damos espaço para o caminho para lá chegar tão importante. Esse é que é para mim o jogo a jogar. 11 Março 2010 - 11:39 |